Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

A Experiência

Este semi-deus não só ganhou pela segunda vez consecutiva o bicampeonato no Volcom Fiji Pro, nas Ilhas Fiji, como ainda conseguiu a pontuação máxima que se pode obter num heat, duas ondas perfeitas. Foi primeiro e único a conseguir repetir esta brincadeira pela segunda vez, aos 41 anos.

 

Isto para dizer que, às vezes, tenho a sensação de que a idade importa muito neste mundo do trabalho. Mas com uma lógica, que não me faz lá muita sentido.

 

Às vezes percebes que és velho para umas coisas, mas demasiado novo para outras. Alternando entre um "Não tem experiência o suficiente" e um "Ui. Já tem alguma idade...nós queremos é malta com sangue novo, queremos malta do 10.0".

(Nota: nós, o "sangue novo" temos a silenciosa responsabilidade de criar o novo facebook. Esta é a verdade. Deal with it.)

 

Sinto que definem a tua capacidade de criação, pela idade. Não digo isto quando tens 20 ou 30 anos. Mas, vendo pelos exemplos que vou conhecendo, com os seus 40/50 e tal anos...sinto que não são vistos como um bom packaging de ideias novas. E isto não pode ser justo.

 

Quando me apercebo desta realidade, fico demasiado triste e reflexiva...porque a experiência devia ser mais valorizada, o número de coisas que fizeste, os cabelos brancos que ganhaste pelas ideias que defendeste, as rugas que ganhaste cada projecto que não ganhaste, o ego que ,depois de tantos anos de provação, tem já a medida certa, os anos que tens de conhecimento do mundo e o tempo que tiveste para construir o teu. 

 

Admito. Tenho medo. Porque um dia eu vou lá chegar, e quem sabe se o meu auge criativo não é aos 40? E depois, caso não seja seja directora criativa de lado nenhum, o é que faço? Vou ser nova para a reforma.

Esta pressão para ser espectacular o mais cedo possível é terrível. Pelo menos para mim, confesso.

Porquê? Porque está na moda. Há muita gente na água como tu, e para seres espectacular...para além de técnica, talento e trabalho árduo...também precisas de ondas perfeitas. E essas são cada vez mais difíceis de apanhar e não escolhem dono.

 

Fazer um heat perfeito depende de muita coisa, e, ainda sem muitos anos experiência, tenho a certeza de que as vezes que cais e te levantas da prancha são parte importante nisso.

 

Nota: Não penses tanto nos campeonatos. Enquanto não te aparece a onda perfeita, diverte-te, aproveita para treinar o teu take off e o teu drop in...que sem os saberes de cor não vais muito longe.

 

Como dizem no estrangeiro: Age is just a number.

 

Vês o Kelly Slater com cabelos brancos?

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Exacto ;)





publicado por Cátia Domingues às 16:33
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Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

Não te acostumes com o que não te faz feliz

Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. 
Alaga o teu coração de esperanças, mas não deixes que ele se afogue nelas. 


Se achares que precisas de voltar, volta! 
Se perceberes que precisas de seguir, segue! 
Se estiver tudo errado, começa novamente. 
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as. 
Se perderes um amor, não te percas! 
Se o achares, segura-o!

 

F. Pessoa



publicado por Cátia Domingues às 11:51
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

Ir.

Agora que, segundo alguma pessoas, já ganhei 93849348438 seguidores, vou aproveitar para falar de uma coisa que realmente vale a pena ser ouvida.

 

Vim agora da exposição de um brilhante artista português, que vai estar até domingo na Rua das Janelas Verdes nº 110.

 

Chama-se Pantónio e está com uma exposição simples e bem linda, em que não pagam rigorosamente nada para ver.

 

Devem conhecê-lo pelos seus trabalhos mais 'guerrilheiros' como:

 

 

 

Sim. Quer queiras, quer não, és uma inspiração para mim.  

 

 

Está aberto em horário pós-laboral, das 16h às 21h, para que consigamos sair do nosso chato local de trabalho e possamos ser inspirados por coisas boas.

 

 

pantonio_ir

Um artista da cabeça ao coração.

 

 

 

publicado por Cátia Domingues às 23:08
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013

Exercício para hoje

publicado por Cátia Domingues às 14:44
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Condição

Hoje acordei a pensar nesta música. Nas palavras desta música. No sentido que formam as palavras desta música. No sentido que o meu sentido dá a estas palavras desta música.

 

Tristeza não tem fim
Felicidade sim


A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar


A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira


Tristeza não tem fim
Felicidade sim


A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor


A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem


Tristeza não tem fim
Felicidade sim


A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor

 

Vinicius de Moraes

 

publicado por Cátia Domingues às 11:25
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Tumblr


    A tequila causa amnésia.

    Os cigarros viciam.

    Juntos são histórias.


   /click

publicado por Cátia Domingues às 17:59
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013

Notes

publicado por Cátia Domingues às 17:58
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012

Silêncio

Não é pedido só em casas de fado, mas em histórias entre pessoas..o que, pensando bem, é muito semelhante.

 

O silêncio é uma palavra que substitui o vulgar conceito de tempo. Tempo para esquecer, tempo para afastar, tempo para pensar..basicamente vai tudo dar ao mesmo: tempo para aceitar, e para aceitar pede-se silêncio na esperança que a voz de dentro se oiça melhor.

 

É o chamado "luto". Mas a diferença é que aqui as pessoas não morrem a sério, só deixam de se ver de propósito, e é uma viuvez celebrada em bares com amigos, porque a vida continua.

 

Às vezes quer-se que o silêncio funcione como uma ponte entre dois momentos diferentes ou um ritual de passagem de um lugar confuso para um lugar ameno, onde as palmeiras são de plástico e se pagam rodadas de cerveja. 

 

Mas quando é que sabemos que já não se precisa mais de tempo? Que já chega?

O tempo não tem validade. Não se combinaram datas, não se meteram alarmes na agenda… Sempre pode ser que seja como na cama e se tenha a sorte de chegar lá ao mesmo tempo…

 

Isto porque a certa altura, o que se quer saber é se todo este silêncio está a ser consequente. 

Em termos práticos, saber se o sentimento passou, ou se pelo menos estamos no bom caminho.

Ou então, pelo contrário, se se continua a querer da mesma maneira, ou muito pior.

 

Por mais resolvido e sarado que pense que se está, só se consegue realmente perceber isto, quando - passe um dia, passe um ano - se medirem as pulsações por minuto numa próxima vez que se encontrarem por aí.

 

No silêncio cabe muita coisa. 

Aliás, o tempo, dentro do silêncio, é infinito. Mesmo que se diga um 'até logo', no silêncio sente-se um "para sempre", dura muito tempo.. também se envelhece. Muitas vezes uma vida inteira.

 

 

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publicado por Cátia Domingues às 11:14
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012

Vida Passada

Existem umas coisas, geralmente coisas muito pequeninas, que por décimas de segundo nos provocam aquela sensação desenraízada de dejá vú.

 

É uma das poucas magias que, com o crescimento da estatura e dos estatutos, vai restando cá dentro, vinda de não sei onde.

 

Uma certa inocência no que não conseguimos explicar.

 

 

 

E estes acordes instigadores:

 

publicado por Cátia Domingues às 11:44
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012

Banda sonora

publicado por Cátia Domingues às 15:46
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

Note to myself

publicado por Cátia Domingues às 16:03
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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

Everybody have secrets

Sometimes, I wish I was adopted so my father could be Al Pacino.



publicado por Cátia Domingues às 12:49
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

Cult.

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publicado por Cátia Domingues às 20:12
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Issues.

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publicado por Cátia Domingues às 21:47
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

Falling

Não caias.

Repito isto vezes sem conta com a esperança de ir cansando o pensamento de ti.

 

Por favor não me deixes cair.

Not again.

 

Por uma vez na vida mantém-te firme e escolhe não cair, já que não podes escolher o resto e, verdade seja dita, as tuas escolhas nunca são as mais felizes.

 

Até os planetas se alinham para que dê errado.

 

Ok, esquece. Nunca me deste ouvidos.

Quando metes alguma coisa aí dentro não há nada que ta tire da ideia não é?

 

Então aproveita a queda livre.

 

E depois não digas que eu não te avisei.

 

You fool.



P.S:

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publicado por Cátia Domingues às 17:17
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