Segunda-feira, 30 de Junho de 2014

O que não te perguntaram no Verão passado - Rui Cruz

Olá, pessoas fixes-excepto-quando-se-vos-rouba-batatas-fritas-do-prato.

 

Como estão? Já está calorzinho, não está? Pois é, os centros de estética já estão com as agendas cheias de marcações e as hawaianas já saíram definitivamente do armário.

 

E com o tempo quente o que é que regressa também? Exacto. Os questionários super divertidos de Verão, tão característicos desta silly season.

Mas quem é que quer saber se a Carolina Patrocínio prefere caracóis a tremoços e que até é capaz de molhar um cesto de pão com manteiga naquela molhanga e mesmo assim exibir aquela figura? 

 

Foi, exactamente, por isso, e por sempre ter tido o sonho de entrevistar pessoas, que decidi fazer um questionário de Verão com assuntos verdadeiramente pertinentes e convidar, semanalmente, as pessoas ainda mais interessantes desta nossa Ocidental Praia.

 

O primeiro entrevistado é o Rui Cruz.

Humorista, guionista, stand up comedian e semifinalista das Olimpíadas da Matemática do Concelho de Arganil de 1998.

 

 

(Rui Cruz, ou a Conchita de Alfama, depois de dois anos sem ir à praia)

 

 

No monopólio, qual é a peça que escolhes sempre?

 

A cartola. É a única maneira de me sentir alguém com classe quando começar a insultar os meus adversários, 10 minutos depois.

 

Se fosses um Super-Herói que nome te davas?

 

Procrastinador Implacável.

 

Parte do frango que gostas mais:

 

Antigamente, as pernas e asas. Hoje em dia, a parte que a minha namorada me deixa comer.

 

Banda Sonora da tua vida: André Sardet ou Mafalda Veiga?

 

Difícil... Até porque confundo sempre a Mafalda Veiga com o Pequeno Saúl. Não pela voz, mas sim porque o pessoal com sindrome de down é todo muito parecido. Vou optar pelo Sardet neste caso, mas só porque tenho o sonho de um dia abrir um drive in na sua testa.

 

Preferias levar na boca da Gisela do Masterplan ou da irmã da Beyoncé?

 

Da irmã da Beyoncé. E por ter roubado a roupa interior da Beyoncé.

 

Se enveredasses pela vida do risco e tivesses um gang, quem preferias recrutar: Pepe ou Quaresma.

 

Pepe. Sou fã de portugas-brasileiros desde que o meu avô me explicou que aquilo que estava na TV não era o Topo Gigio com cancro, mas sim o Roberto Leal. Além disso, até eu pareço mais cigano que o Quaresma. E fui assaltado menos vezes.

 

Vinho de pacote ou cerveja Cintra?

 

Vinho de pacote, até porque se já tenho o aspecto e o dinheiro dos sem-abrigo, está na altura de abraçar também o lifestyle.

 

Se fosses parar a uma ilha deserta, quem é que escolhias para ir contigo : Ferreira Diniz ou Quimbé?

 

Sendo altruista, o Quimbé. Era a minha boa acção para o mundo.

 

Sandálias com meia branca ou Crocs?

 

Crocs. Não sou um alemão de 50 anos com um escaldão nas costas e uma esposa com uma cara que faz a Cátia Palhinha parecer sofisticada.

 

O que é que compras com uma nota de 50 euros:

 

O naming do filho do Kapinha.

 

Para umas férias: Praia da Luz ou Casa de Elvas ?

 

Praia da Luz. Dá-me material para as meus dois ofícios: comédia e arqueologia.

 

Como é que reagirias se soubesses que eras adoptado e que os teus pais eram o César das Neves e a Isilda Pegado?

 

Tornava-me católico fervoroso, pois só a existencia de um Deus todo poderoso e bondoso explicava que não fosse criado por esses dois animais. Isso e depois casava com uma preta, adoptava um gay, criava uma clinica de abortos e ia pedir a herança.

 

Fazes a mala e partes à aventura pelo mundo fora. Preferes ir de scooter com o Mota Soares ou de submarino com o Portas?

 

Scooter com o Mota Soares. Não confio em mim sozinho com o Portas num sítio com fácil acesso a armas, mas mais importante, não confio no Portas sozinho comigo num sítio fechado com fácil acesso a objectos fálicos.

 

Quem anseias ver de topless: Assunção Esteves ou Marinho Pinto.

 

Marinho Pinto. Sempre gostei de mamas grandes.

 

Nome para uma nova bebida de verão. Swap ou PEC?

 

SWAP. É gulosa, daquelas que desparecem num instante.

 

O que é que te deu mais auto-estima pagar: o BPN o BCP ou o Banif?

 

BPN. Até porque nunca tinha pago umas férias no estrangeiro a ninguém.

 

Onde é que penduravas os Miró?

 

Na Avenida da Liberdade, por cima dos cartões dos sem-abrigo. Pode ser que assim as pessoas, os políticos e os banqueiros reparem neles.

 

Estás apeado na serra de Sintra à noite. De quem preferias apanhar boleia: Dino ou Angélico?

 

Dino, porque era bué jovem e divertido. E porque tendo em conta o que foi encontrado no sangue, as suas festas eram melhores.

 

Carlos Cruz, culpado ou inocente?

 

Culpado. Mas deviam deixá-lo apresentar o Quem Quer Ser Milionário directamente da Carregueira. Sem salário. Era o seu trabalho comunitário.

 

Se ao morreres, encontrasses o Jorge Jesus nas portas do paraíso, o que é que gostarias que ele te dissesse?

 

Desculpa por aquilo do Emerson.

 

publicado por Cátia Domingues às 15:00
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Segunda-feira, 4 de Novembro de 2013

Já sou moderna.

Quem é que foi, finalmente, convencida a criar uma página de facebook deste poiso.

 

"Tens de ser moderna, Cátia.", disse a minha mãe enquanto pintava o cabelo de cor-de-rosa na banheira.

 

E eu acedi.

 

Abriu no final da semana passada e já somos 210. (Eu avisei-vos que tinha uma família grande)

E, no fundo, foi só subornar com 210 Epás e a malta alinhou toda. Mas daqueles com a pastilha rija, não é daqueles com a pastilha toda mole que se desfaz toda.

 

/ Só vos pedia para limparem os pés antes de entrar, sff.

 

 

 

Para aqueles que se estão a questionar, "Aquilo ali é um rabo?". Sim, é. 

 

Ou de onde é que acham que os likes aparecem? Não é só a falar da Reforma do Estado nem da petição Contra a Extinção do Teatro A Barraca, concerteza.

 

 

 

publicado por Cátia Domingues às 14:56
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Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013

Macacos.

Somos todos macacos.

 

 

Esta é uma das experiências de Solomon Asch, um psicólogo gestaltista americano, pioneiro em experiências sociais.
Aqui, nesta simples experiência, prova-se que o ser humano é extremamente influenciado e não consegue pensar por ele próprio.
A seguinte é sobre percepção e pressão social, e talvez sua experiência mais conhecida.


Nós somos isto.
O difícil, ou por vezes o impossível, é não o ser.
publicado por Cátia Domingues às 16:11
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Quarta-feira, 17 de Julho de 2013

Instruções

"New York


November 10, 1958

 

Dear Thom:

 

We had your letter this morning. I will answer it from my point of view and of course Elaine will from hers.

First — if you are in love — that’s a good thing — that’s about the best thing that can happen to anyone. Don’t let anyone make it small or light to you.

 

Second — There are several kinds of love. One is a selfish, mean, grasping, egotistical thing which uses love for self-importance. This is the ugly and crippling kind. The other is an outpouring of everything good in you — of kindness and consideration and respect — not only the social respect of manners but the greater respect which is recognition of another person as unique and valuable. The first kind can make you sick and small and weak but the second can release in you strength, and courage and goodness and even wisdom you didn’t know you had.

 

You say this is not puppy love. If you feel so deeply — of course it isn’t puppy love.

 

But I don’t think you were asking me what you feel. You know better than anyone. What you wanted me to help you with is what to do about it — and that I can tell you.

 

Glory in it for one thing and be very glad and grateful for it.

 

The object of love is the best and most beautiful. Try to live up to it.

 

If you love someone — there is no possible harm in saying so — only you must remember that some people are very shy and sometimes the saying must take that shyness into consideration.

 

Girls have a way of knowing or feeling what you feel, but they usually like to hear it also.

 

It sometimes happens that what you feel is not returned for one reason or another — but that does not make your feeling less valuable and good.

 

Lastly, I know your feeling because I have it and I’m glad you have it.

 

We will be glad to meet Susan. She will be very welcome. But Elaine will make all such arrangements because that is her province and she will be very glad to. She knows about love too and maybe she can give you more help than I can.

 

And don’t worry about losing. If it is right, it happens — The main thing is not to hurry. Nothing good gets away.

 

Love, 

Fa "

 

 

 

 

John Steinbeck.

Carta de 1958 em resposta a uma carta do seu filho mais velho Thom, que se confessava apaixonado.

 

publicado por Cátia Domingues às 14:34
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Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

A Experiência

Este semi-deus não só ganhou pela segunda vez consecutiva o bicampeonato no Volcom Fiji Pro, nas Ilhas Fiji, como ainda conseguiu a pontuação máxima que se pode obter num heat, duas ondas perfeitas. Foi primeiro e único a conseguir repetir esta brincadeira pela segunda vez, aos 41 anos.

 

Isto para dizer que, às vezes, tenho a sensação de que a idade importa muito neste mundo do trabalho. Mas com uma lógica, que não me faz lá muita sentido.

 

Às vezes percebes que és velho para umas coisas, mas demasiado novo para outras. Alternando entre um "Não tem experiência o suficiente" e um "Ui. Já tem alguma idade...nós queremos é malta com sangue novo, queremos malta do 10.0".

(Nota: nós, o "sangue novo" temos a silenciosa responsabilidade de criar o novo facebook. Esta é a verdade. Deal with it.)

 

Sinto que definem a tua capacidade de criação, pela idade. Não digo isto quando tens 20 ou 30 anos. Mas, vendo pelos exemplos que vou conhecendo, com os seus 40/50 e tal anos...sinto que não são vistos como um bom packaging de ideias novas. E isto não pode ser justo.

 

Quando me apercebo desta realidade, fico demasiado triste e reflexiva...porque a experiência devia ser mais valorizada, o número de coisas que fizeste, os cabelos brancos que ganhaste pelas ideias que defendeste, as rugas que ganhaste cada projecto que não ganhaste, o ego que ,depois de tantos anos de provação, tem já a medida certa, os anos que tens de conhecimento do mundo e o tempo que tiveste para construir o teu. 

 

Admito. Tenho medo. Porque um dia eu vou lá chegar, e quem sabe se o meu auge criativo não é aos 40? E depois, caso não seja seja directora criativa de lado nenhum, o é que faço? Vou ser nova para a reforma.

Esta pressão para ser espectacular o mais cedo possível é terrível. Pelo menos para mim, confesso.

Porquê? Porque está na moda. Há muita gente na água como tu, e para seres espectacular...para além de técnica, talento e trabalho árduo...também precisas de ondas perfeitas. E essas são cada vez mais difíceis de apanhar e não escolhem dono.

 

Fazer um heat perfeito depende de muita coisa, e, ainda sem muitos anos experiência, tenho a certeza de que as vezes que cais e te levantas da prancha são parte importante nisso.

 

Nota: Não penses tanto nos campeonatos. Enquanto não te aparece a onda perfeita, diverte-te, aproveita para treinar o teu take off e o teu drop in...que sem os saberes de cor não vais muito longe.

 

Como dizem no estrangeiro: Age is just a number.

 

Vês o Kelly Slater com cabelos brancos?

sur_kellyslater_asp.jpg_95.jpg

 



Exacto ;)





publicado por Cátia Domingues às 16:33
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Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

Não te acostumes com o que não te faz feliz

Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. 
Alaga o teu coração de esperanças, mas não deixes que ele se afogue nelas. 


Se achares que precisas de voltar, volta! 
Se perceberes que precisas de seguir, segue! 
Se estiver tudo errado, começa novamente. 
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as. 
Se perderes um amor, não te percas! 
Se o achares, segura-o!

 

F. Pessoa



publicado por Cátia Domingues às 11:51
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Terça-feira, 12 de Março de 2013

Personas

"queria de ti um país de bondade e de bruma,
queria de ti o mar de uma rosa de espuma"

Mário.
publicado por Cátia Domingues às 13:10
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