Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012

Silêncio

Não é pedido só em casas de fado, mas em histórias entre pessoas..o que, pensando bem, é muito semelhante.

 

O silêncio é uma palavra que substitui o vulgar conceito de tempo. Tempo para esquecer, tempo para afastar, tempo para pensar..basicamente vai tudo dar ao mesmo: tempo para aceitar, e para aceitar pede-se silêncio na esperança que a voz de dentro se oiça melhor.

 

É o chamado "luto". Mas a diferença é que aqui as pessoas não morrem a sério, só deixam de se ver de propósito, e é uma viuvez celebrada em bares com amigos, porque a vida continua.

 

Às vezes quer-se que o silêncio funcione como uma ponte entre dois momentos diferentes ou um ritual de passagem de um lugar confuso para um lugar ameno, onde as palmeiras são de plástico e se pagam rodadas de cerveja. 

 

Mas quando é que sabemos que já não se precisa mais de tempo? Que já chega?

O tempo não tem validade. Não se combinaram datas, não se meteram alarmes na agenda… Sempre pode ser que seja como na cama e se tenha a sorte de chegar lá ao mesmo tempo…

 

Isto porque a certa altura, o que se quer saber é se todo este silêncio está a ser consequente. 

Em termos práticos, saber se o sentimento passou, ou se pelo menos estamos no bom caminho.

Ou então, pelo contrário, se se continua a querer da mesma maneira, ou muito pior.

 

Por mais resolvido e sarado que pense que se está, só se consegue realmente perceber isto, quando - passe um dia, passe um ano - se medirem as pulsações por minuto numa próxima vez que se encontrarem por aí.

 

No silêncio cabe muita coisa. 

Aliás, o tempo, dentro do silêncio, é infinito. Mesmo que se diga um 'até logo', no silêncio sente-se um "para sempre", dura muito tempo.. também se envelhece. Muitas vezes uma vida inteira.

 

 

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publicado por Cátia Domingues às 11:14
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